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	<title>Carmelitas Despuceladas</title>
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	<description>"Podem ficar com a realidade, esse baixo astral em que tudo entra pelo cano. Eu quero é viver de verdade. Eu fico com o cinema americano."</description>
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		<title>Carmelitas Despuceladas</title>
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		<title>Eufuísmo irônico</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 13:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andré</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrever opiniões é atitude egocêntrica. Nunca soube de motivo convincente (a não ser, claro, o salário recebido por poucos fortunados) para expor o que se pensa.
Ah! Mas nos dizem os mais românticos que não se escolhe o caminho de escritor,  se nasce escritor! Para eles,  a escrita é necessidade de primeira grandeza, equiparável às funções [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=7&subd=despuceladas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Escrever opiniões é atitude egocêntrica. Nunca soube de motivo convincente (a não ser, claro, o salário recebido por poucos fortunados) para expor o que se pensa.</p>
<p>Ah! Mas nos dizem os mais românticos que não se escolhe o caminho de escritor,  se nasce escritor! Para eles,  a escrita é necessidade de primeira grandeza, equiparável às funções controladas pelo bulbo raquidiano. Um dom divino,  um corante que tinge o sangue de azul e os distingue da ralé.  Ser escritor, nesse caso, é ser humano &#8211;  escrever, respirar (em alguns casos graves em que o romantismo atinge estágios terminais, escrever é transar). Não faltam argumentos  da parte deles que sustentem tal visão- e como é difícil combatê-los, esses mestres da retórica impressa! -,   todos cheios de teses perfeitamente lógicas.  Malabarismos sintáticos (e fonéticos, nos textos mais abusados)  sobejam. Textos bem escritos com teses absurdas me irritam. Uma boca, duas orelhas, por favor. Senão não dá.</p>
<p>Eu discordo: não, não se nasce escritor. Se nasce pelado, careca, coberto de placenta e com um cordão umbilical roxo;  completamente burro e analfabeto. A escrita surge bem depois. Não pretendo explicar porque penso assim. Opinião pessoal, simplesmente.  <em>Y el mayor fiscal de mis obras soy yo</em>, dizem as más línguas.</p>
<p>Por discordar, creio piamente,  com fervor católico pré-reforma, que textos &#8220;de opinião&#8221; são a atitude mais auto-centrada que conheço. Acreditar que eles venham a interessar a alguém é acreditar que o mundo todo <em>estarve </em>(se o anglicismo me é permitido) por um pouco desses escritores. Desprovidos da desculpa clichê que diz que  &#8221;escrever é dom divino&#8221; e que eles  são arrebatados por ímpetos criativos incontroláveis, percebe-se que não passam de opinistas de meia tijela.</p>
<p>E os opinistas sonham com espelhos espalhados pelo mundo. Esperam, anseiam, fantasiam com a imagem deles pregadas por aí, como cartazes subversivos no centro da cidade. Por fim, se conformam e escrevem. Compensam a falta lançando por aí partes de si em forma de textos.</p>
<p>Se reconhece um opinista de pronto. Vê-se logo as largas narinas dilatadas,  sobrancelhas grossas e pretas, sempre contraídas, como se as rugas na testa filtrassem o mundo, preparando-o para um contato sublime com o cérebro escondido por baixo dos cabelos bagunçados.</p>
<p>Não sei, e também acho que não procuro saber,  porquê cargas d&#8217;água hão tantos blogs por aí (o número de blogs é tão grande que é de bom tamanho abrir exceção e utilizar o plural, mesmo que errado),  propagando a cultura opinista aos quatro ventos e sete mares.</p>
<p>Hoje acordei feliz! Triste! Curioso. Acordei e esqueci de ir à escola! Trabalho! Praia. Adoro The Strokes! Of Montreal! Giovanni Pierluigi da Palestrina.</p>
<p>É preciso mesmo dizer que  pouco importa? Que não interessa?</p>
<p>Os blogs, definitivamente, são a escória da literatura. E essa onda de dizer que a salvação do escritor é a liberdade de qualquer um escrever o que quiser como quiser quando quiser e usando marcas de pontuação importantes como a vírgula se quiser (e como quiser), se souber, é uma grande merda.  Mesmo.  Ficou mais difícil ler algo bom, ficou mais complicado separar o joio do trigo, nessa <em>plantation</em> transgênica de protoescritores. Se qualquer um pode, então por que não? Cria-se em dois minutos um blog bonitinho e vualá (escrever galicismos em francês é muito démodé)! Está criado um escritor que antigamente seria cruelmente trucidado pela seleção natural literária.</p>
<p>Há grande número de pessoas que credita à internet e aos blogs a criação de uma nova maneira de se escrever, um novo tipo de literatura, um &#8220;avanço&#8221;.</p>
<p>Novamente discordo.</p>
<p>O New Journalism e o Gonzo precedem cronologicamente a internet. Norman Mailer e Kurt Vonnegut não tinham blog.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Eu poderia muito bem existir sem escrever. Não é natural essa coisa de criar, criar, criar. Nunca vi cachorro com impulsos criativos que os levassem a fazer o que quer que fosse.</p>
<p>Meu norte moral é a vida canina.</p>
<p>Mas resolvi ir contra minha maré. A partir de hoje, escrevo um blog.</p>
Posted in apotegmas, escólios, gênese, necedades Tagged: Diógenes de Sínope, Góngora, Hadouken, John Lyly, Visconde de Sabugosa, Zenão de Cítio <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/despuceladas.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/despuceladas.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/despuceladas.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/despuceladas.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/despuceladas.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/despuceladas.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/despuceladas.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/despuceladas.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/despuceladas.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/despuceladas.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=7&subd=despuceladas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pegadas</title>
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		<comments>http://despuceladas.wordpress.com/2009/05/16/pegadas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andré</dc:creator>
				<category><![CDATA[necedades]]></category>
		<category><![CDATA[tergiversações]]></category>

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		<description><![CDATA[pé
   pé
pé
   pé
Seguir-se
Buscar-se
Olhar-se
Inútil
Eu vivo
Descrente
Da catarse.
Posted in necedades, tergiversações       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=16&subd=despuceladas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>pé<br />
   pé<br />
pé<br />
   pé</p>
<p>Seguir-se<br />
Buscar-se<br />
Olhar-se</p>
<p>Inútil</p>
<p>Eu vivo<br />
Descrente<br />
Da catarse.</p>
Posted in necedades, tergiversações  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/despuceladas.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/despuceladas.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/despuceladas.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/despuceladas.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/despuceladas.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/despuceladas.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/despuceladas.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/despuceladas.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/despuceladas.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/despuceladas.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=16&subd=despuceladas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O pleonasmo divino</title>
		<link>http://despuceladas.wordpress.com/2009/01/10/o-pleonasmo-divino/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 04:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andré</dc:creator>
				<category><![CDATA[gnomas]]></category>
		<category><![CDATA[necedades]]></category>
		<category><![CDATA[tergiversações]]></category>
		<category><![CDATA[A viagem de rá]]></category>
		<category><![CDATA[Eumesmo]]></category>
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		<description><![CDATA[Esse blog está abandonado. Fato.
Dizem os ímpios que já fede há tempos.
Tal qual Jesus,  pleonasticamente grito para ele:  &#8221;Lázaro,  saia para fora!&#8221;.
Efetivando a ressurreição, duas poesias antagônicas.
 
Nascente

   
Em silêncio, calado,
Imóvel,
Procuro no horizonte a fixidez que me falta.
Estrelas? Lua?
Não me movo.
Insisto, procuro.
O dia amanhece
E o Sol não me salva.
Sozinho me dou conta que ser real
É isto.
 

Poente


 Espero ainda.
Sentado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=9&subd=despuceladas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Esse blog está abandonado. Fato.</p>
<p>Dizem os ímpios que já fede há tempos.</p>
<p>Tal qual Jesus,  pleonasticamente grito para ele:  &#8221;Lázaro,  saia para fora!&#8221;.</p>
<p>Efetivando a ressurreição, duas poesias antagônicas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Nascente</strong></p>
<blockquote>
<h5><em></em>   </p>
<p><span style="font-weight:normal;">Em silêncio, calado,</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Imóvel,</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Procuro no horizonte a fixidez que me falta.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Estrelas? Lua?</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Não me movo.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Insisto, procuro.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">O dia amanhece</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">E o Sol não me salva.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Sozinho me dou conta que ser real</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">É isto.</span><br />
 </h5>
</blockquote>
<p><strong>Poente</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<h5>
<blockquote><p> <span style="font-weight:normal;">Espero ainda.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Sentado num muro de uma rua pacata bem longe do centro</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">- excêntrica ? -</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Assito àquilo que passa invisível.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Estendo a mão e sinto o vento que não bate.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Deixar-se cair?</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Continuo olhando.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">A vida passa,</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">O vento passa,</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Até mesmo a rua passa.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Eu e meu muro continuamos.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Aceno um adeus tímido.</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Lentamente</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Funde-se ao horizonte</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Aquela coisa misteriosa</span></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Que convencionei chamar de eu.</span></p></blockquote>
</h5>
Posted in gnomas, necedades, tergiversações Tagged: A viagem de rá, Eumesmo, Evangelho de João, Maniqueísmo <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/despuceladas.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/despuceladas.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/despuceladas.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/despuceladas.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/despuceladas.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/despuceladas.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/despuceladas.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/despuceladas.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/despuceladas.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/despuceladas.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=9&subd=despuceladas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Bem amigos da rede globo&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 00:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andré</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Sem saber como começar, começo como Galvão Bueno. Nunca soube o sentido dessa pérola do jornalismo esportivo tupiniquim, extremamente fática, mas não enfática - e um pouco canalha (no sentido canino da coisa). Então acho que serve de começo. Resume um hábito meu: sem ter o que falar, falo nada, mas falo.
E depois do começo, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=despuceladas.wordpress.com&blog=3255443&post=3&subd=despuceladas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> Sem saber como começar, começo como Galvão Bueno. Nunca soube o sentido dessa pérola do jornalismo esportivo tupiniquim, extremamente fática, mas não enfática - e um pouco canalha (no sentido canino da coisa). Então acho que serve de começo. Resume um hábito meu: sem ter o que falar, falo nada, mas falo.</p>
<p>E depois do começo, o que vier vai começar a ser o fim.</p>
<p>Vai, então, um &#8220;manifesto&#8221; meio gauche, que sonha ser Carlos na vida.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Resolvi começar a escrever. Não poemas líricos habilíssimos ou contos altamente ambiciosos. Simplesmente escrever, sem mais. Algo como um Seinfeld literal, sem metade da graça e os já clássicos tênis impecavelmente brancos. De branco, só o fundo da tela.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Pra quê? Me pergunto. Por quê? Acontece, se é que isso vale de explicação, que abandonei o binômio causa/conseqüência há algum tempo. Escrevo sem motivos e sem ansiar resultados. </font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Não anseio méritos nem respaldo. Se meu texto não é bom, não me importo. Retifico-me: se não consigo nem distinguir um texto bom de um ruim, com que tábua de valores julgarei o que sai de minha cabeça? </font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Não procuro evitar clichês, fugir de chavões e de opiniões consideradas senso-comum. Não quero me aborrecer. Não quero ser o ourives sandeu que diz &#8220;morra eu também!&#8221;, &#8220;vibrando a lança, em prol do Estilo&#8221;. Pro diabo o estilo. Não tenho fé, não tenho o que professar. Não busco o ético, tampouco o estético. Não tenho objetivos sublimes &#8211; &#8220;hercúleos e belos&#8221; &#8211; que me guiem e norteiem &#8220;minha prosa&#8221; (algo tão abstrato quanto &#8220;prosa&#8221; não pode ser precedido por um pronome possessivo). </font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Não quero a língua sublime e acadêmica; e não quero o que sai da boca do povo. Me dê um cigarro &#8211; Dê-me um cigarro? Tudo a mesma bosta. Não fumo.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">É um capricho meu permitir-me que eu não tenha opiniões formadas sobre nada e limitar-me a repetir como um louco que &#8220;não sou nada, não posso querer ser nada&#8221; como resposta a qualquer pergunta que me façam. Não sou nada mesmo. Mas, definitivamente, trago em mim todos os sonhos do mundo.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Escreverei, portanto, como um sonhador que se apodera de todos os sonhos do mundo e os concentra no breve instante de escrever. Sinto-os todos com as palmas das mãos, mas não sou burro o suficiente para acreditar que posso agarrá-los. Tenho consciência de que não existe algo que poderá, algum dia, ser efetivamente meu. Se não sou nada, não posso almejar nada além disso. </font></p>
<p><font face="Times New Roman"></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Entretanto, posso sonhar. E, desse modo, escrever. É meu modo de manter-me no instante que sempre insiste em passar.</font></p>
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