Esse blog está abandonado. Fato.
Dizem os ímpios que já fede há tempos.
Tal qual Jesus, pleonasticamente grito para ele: ”Lázaro, saia para fora!”.
Efetivando a ressurreição, duas poesias antagônicas.
Nascente
Em silêncio, calado,
Imóvel,
Procuro no horizonte a fixidez que me falta.
Estrelas? Lua?
Não me movo.
Insisto, procuro.
O dia amanhece
E o Sol não me salva.
Sozinho me dou conta que ser real
É isto.
Poente
Espero ainda.
Sentado num muro de uma rua pacata bem longe do centro
- excêntrica ? -
Assito àquilo que passa invisível.
Estendo a mão e sinto o vento que não bate.
Deixar-se cair?
Continuo olhando.
A vida passa,
O vento passa,
Até mesmo a rua passa.
Eu e meu muro continuamos.
Aceno um adeus tímido.
Lentamente
Funde-se ao horizonte
Aquela coisa misteriosa
Que convencionei chamar de eu.
Espero ainda.
Sentado num muro de uma rua pacata bem longe do centro
- excêntrica ? -
Assito àquilo que passa invisível.
Estendo a mão e sinto o vento que não bate.
Deixar-se cair?
Continuo olhando.
A vida passa,
O vento passa,
Até mesmo a rua passa.
Eu e meu muro continuamos.
Aceno um adeus tímido.
Lentamente
Funde-se ao horizonte
Aquela coisa misteriosa
Que convencionei chamar de eu.
Dialogando com Anjos
Budismo (e)Terno
“Tome, Dr., esta tesoura… e corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo o meu coração, depois da Morte?!”
Eu sei que nenhum Buda haja que exorte
Filosofia de urubu que voa,
E calha de pousar bem na gamboa
A que convencionei chamar de sorte.
Dissolva-se, portanto, essa cantiga
Que crê num Buda mórbido que diga
Tal pranto de langor nauseabundo:
“Mas o agregado abstrato das saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!”
Por: andré em Janeiro 10, 2009
às 2:17 am